segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ainda não foi este mês

Sim, o título do post até parece um pouco negativo e com algum desespero, mas não. Acho que este foi o primeiro mês em que não fiquei aflita ou com ansiedade à espera da chegada do período.

O pensamento, quando a dona mens. bateu à porta foi: "bem, ainda não foi desta", mas com uma pitada de alívio! Não porque não queira, senão este blog nem existiria, mas estes últimos meses têm sido tão cansativos emocionalmente que fazer uma pausa, tirar mais tempo para mim e descansar do turbilhão de ideias que tenho na cabeça é quase que fundamental.

É por uma necessidade de reequilibrar e harmonizar todas estas energias, bloqueadas ou hiperactivas, que sinto estar numa fase de egoísmo profundo. E por egoísmo (parece uma palavra tão feia), quero dizer que preciso de olhar mais para mim e de perceber o meu eu (e nisso este blog dá-me uma pequena ajuda, em organizar tudo o que quero saber para estar preparada, o que sinto e as ideias todas que andam pela minha cabeça!).

Nem sempre é fácil e às vezes fico inundada de pensamentos contraditórios, mas a verdade é que faz falta e não faz mal nenhum tirar esse tempo para nós. Só assim poderemos entender muitas questões e continuar em frente.

Não sei se já vos aconteceu que parece que a mesma situação acaba por acontecer uma e outra vez e não entendemos bem porquê, ou se calhar entendemos, mas a solução requer tomar decisões difíceis e que muito provavelmente não vão ser nada agradáveis para nós e para outras pessoas...
Assim aconteceu comigo este ano, há pouquinhos meses atrás, com uma situação que se arrasta há vários anos, foi muito duro tomar finalmente uma atitude e bater o pé no chão, não é assim o meu carácter e não é assim que gosto de resolver situações. Mas já começo a perceber que por estar nessa zona de conforto, os problemas não são resolvidos, e sair dela mexe muito com as nossas emoções. No ínício com medo e receio, por não ter bem a certeza se é o mais correcto ou não (apesar que o coração grite que sim). Depois a culpa, pois se geralmente não reagimos dessa maneira se calhar fizemos mal e por último, após mentalizar-nos mil e uma vez que era o que devia ter sido feito, a paz. A paz que estávamos mesmo à procura, a paz de que sim, era assim que tinha que ser feito. Agora sou plenamente responsável por manter essa paz.

Por tudo isto, acho que ainda bem que ainda não foi desta! Pois se não tomamos bem as rédeas da nossa vida, como podemos dedicar o melhor de nós para uma nova?


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