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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Pensos Pensos Pensos...

Pois é! Naquela altura chata do mês em que é necessário usar pensos ou tampões conforme preferência, nem sempre é fácil encontrar aquilo que é mais confortável ou até melhor para a saúde da pele. Eu pelo menos tenho dificuldade com as irritações dos pensos existentes no mercado, e apesar da variedade que temos para experimentar, chego sempre aos últimos dias do período com a pele irritada, o que não é agradável!

Encontrei estes cá no Funchal, no atelier da Baby Home Handmade, podem visitar a página do facebook aqui. Funcionam quase como as fraldas reutilizáveis. são laváveis e o material é realmente muito muito macio! São livres de químicos, amigos do ambiente e após utilizar alguns meses temos o retorno do investimento! Para além de que vêm com uma bolsinha de transporte especial para poder levar na mala, sem cheiros quando temos que trocá-los fora de casa. Ah e os padrões são tão giros!! Parecem-me muito práticos para utilizar.

Adquiri-os na semana passada, por isso ainda não os experimentei, já estão a secar para que fiquem prontos para a primeira utilização! Logo logo digo-vos que tal a experiência!



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Nós e a noção de liberdade

Com os acontecimentos recentes em França, gerou-se uma onda de solidariedade e protesta em relação ao direito de liberdade de expressão. O acontecido é sem dúvida trágico e demonstra no meu ponto de vista e consciência uma falta de respeito pela vida humana. Mas... há sempre um "mas".

Se pensarmos bem, o conceito de liberdade é sempre relativo e isso acontece em relação a tudo, seja a nível político, religioso e até nos assuntos triviais do dia-a-dia.

A vontade do ser humano em relação a esta matéria acaba por ser a de impor a sua razão e as suas convicções independentemente do que o outro pensa, "eu estou certo" ou "isto é o mais correcto" e muitas vezes não aceitamos as diferenças do outro que também tem as suas razões e as suas convicções. E acabamos por assistir a uma hipocrisia partilhada.

Esta hipocrisia é necessária, senão acho que nem conseguíamos viver em sociedade, numa sociedade que procura que todos vivamos sob os mesmos direitos e deveres descurando a nossa natureza, eliminando os impulsos e concordando com regras que por vezes até não se identificam connosco. Então se calhar a nossa liberdade é mesmo limitada, e ainda bem, se formos agir como achamos que é melhor aconteceria muita desgraça por aí. Mas então vamos perceber um pouco o que significa liberdade...

Alguns defendem que "a liberdade possui um elemento de identificação com a natureza do "ser". Nesse sentido, ser livre significa agir de acordo com a sua natureza."

Outros dizem que, age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas que precedem à escolha. E aqui a informação é fundamental.

Há ainda quem defende que, todo o agir humano, bem como todos os fenómenos da natureza, até mesmo as suas leis, são níveis de vontade.

Segundo Sartre, a liberdade é absoluta ou não existe e recusa todo determinismo e mesmo qualquer forma de condicionamento. A liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante da sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para não ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade das suas escolhas é tão opressiva, que surgem escapatórias através das atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se da sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões.

Pecotche diz que a liberdade é prerrogativa natural do ser humano, já que nasce livre, embora não se dê conta até o momento em que a sua consciência o faz experimentar a necessidade de exercê-la, como único meio de realizar as suas funções primordiais de vida e o objectivo que cada um deve atingir como ser racional e espiritual.

Com isto, começo a perceber que liberdade e consciência caminham lado a lado, pois eu estou inserida num ambiente, no mundo, onde existo eu e existem os outros e a minha liberdade é minha, mas os outros também têm a sua. 

Ao analisar a natureza e liberdade de cada um dos lados, não saberia dizer qual está mais correcto ou errado. Apesar claro de não apoiar a violência e respeitar a vida humana e a liberdade de cada um.
Temos um lado em que a sua liberdade de expressão consiste em satirizar assuntos mais ou menos sérios através de caricaturas e criticas, que então por se manifestar como uma forma de arte é apoiada e temos o outro lado em que toda a cultura, as crenças e a natureza humana se baseia em determinadas convicções, e que se manifestou através da derradeira forma de imposição humana, um sobre o o outro.
Fiquei então com a seguinte questão na cabeça: Quem sou eu para catalogar moralmente quem tem razão?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ano novo!!

Olá!! Bem, desde já um Bom Ano!!! Atrasado, mas na realidade nunca é tarde para o desejar =)

Tenho andado desaparecida é verdade... já quase que nem me lembrava em como entrar ao blog! Mas tudo por uma boa razão, um descanso bem merecido! E não é que passei as festas de Natal de pijama em casa com o marido? Foi tão booommm!! Já estavamos a precisar de um descanso assim, dormir muito, ver filmes, comer coisas boas e ficar sem ter que pensar em mais nada abafados no sofá com uma mantinha e a beber um chocolatinho quente. Foi o paraíso!

Sim, é importante conviver, estar com a família e com os amigos, mas também é muito importante para um casal tirar um tempo para estar sozinhos, namorar, conversar e desfrutar do tempo juntos. Já basta o corre corre do dia-a-dia, o trabalho, deitar tarde, acordar cedo, etc etc... Parar um pouco é bom! E até porque convém aproveitar antes de vir a criançada! Pois segundo fontes seguras, depois disso já não se tem mais descanso! Ora então, vamos aproveitar por enquanto!

Chegaram a fazer as resoluções de ano novo? Eu apontei as minhas na agenda, acho que se alguma vez fiz isso... pois não me lembro! Mas as minhas até são realistas se bem que com alguns sonhos à mistura! Mas principalmente quero ser mais organizada e descontraída, quero organizar melhor o meu tempo para desfrutar ainda mais o marido e os filhotes de 4 patas, pois isto de trabalhar um pouco fora de casa e o resto em casa gera uma desorganização de horários e dou por mim a trabalhar até às tantas, fins-de-semana, feriados e tudo! Outra resolução é cuidar mais da alimentação, já comecei a fazê-lo mas às vezes é muito fácil descarrilar e deixar de comer por várias horas ou não beber água...
Claro que também tenho alguns desejos mais ambiciosos, no sentido de melhorar o meu trabalho e criar uma melhor fonte de rendimento, mas tudo com calma e paciência, pois como tudo na vida, cada coisa tem o seu tempo.

E vocês, fizeram as vossas?
Espero que este ano seja cheio de amor, saúde e felicidade!
Beijinhos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Uma paragem... Dentes do siso à vista!

Pois... este que deveria ser um blog relativo às minhas experiências na caminhada para ser mamã, tem-se desviado um bocadinho e tem-se focado apenas nas experiências de mulher e de decoração cá de casa!
Na realidade, neste momento decidi fazer uma paragem. Pois é, os dentes do siso decidiram manifestar-se há umas semaninhas atrás, já quase com 29 anos de idade!
Tudo começou com dores no maxilar, os ouvidos tapados e desconforto nas gengivas. Neste momento para além de ter uma pontinha já do dente de fora num dos lados, não tenho sentido mais nada. Mas estou mesmo a ver que vou ter que removê-los para não ter mais chatices, até porque convém fazê-lo antes de engravidar para poder levar anestesia à vontade!!

Se calhar as coisas acontecem mesmo por um motivo!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Novo teste... Negativo!!

Olá!
Este post é escrito com alguma frustração, um misto de raiva e irritação, mas ao mesmo tempo estou calma e serena.
Segunda-feira foi dia de fazer teste de gravidez! Sim, achei que fosse mesmo desta (apesar de já ter feito vários testes durante esta caminhada, mas todos eles com muita ansiedade e impaciência), desta vez estava calma e praticamente com a certeza de que já tinha engravidado.

Ora, já tinha 4 dias de atraso, mas nem foi tanto pelo atraso, mas pelos sintomas que tive nos dias anteriores.

Habitualmente faço muito esforço no meu dia-a-dia, estou acostumada a carregar pesos pesados, a andar muito a pé (subidas e descidas) e a fazer algum exercício.

Tudo começou quando na semana passada, fui colocar o meu tapete de sala que é grandote no quintal ao sol, e ao colocar no muro fiz um esforço extra porque ficou preso na parede rugosa e fiquei com um desconforto no ventre nunca antes sentido. Ficou muito quente e depois durante a tarde vieram as pontadinhas frias que com o trabalho não queriam passar. Ainda dei uma aula de exercício, sem grandes movimentos, mas ao chegar a casa e descansar na cama, acabou por passar.

Depois no fim-de-semana ao fazer mais esforços nas limpezas, ora aspira, passa esfregona, etc etc, as dores e o desconforto voltaram e a verdade é que tinha que deitar-me para ficar melhor. Num breve momento até fiquei com muita azia e parecia mesmo que ia vomitar (a minha resposta é logo amarrar o cabelo e arregaçar as mangas para sair a correr em direcção à casa de banho) mas relaxei um pouco e a sensação passou. As dores eram tal e qual como se tivesse o período e decidiram ficar durante todo o Sábado e Domingo, sem sinais da Sra. Mens aparecer.

Bem, foi tudo muito estranho e decidimos fazer um teste pois estávamos com certeza de que alguma coisa estava a acontecer.

Segunda de manhã, dia de teste!! Até acordei mais cedo e o meu marido mandou-me logo à casa-de-banho. Mas... negativo.... 30 min. depois a Sra. Mens. a aparecer. Mais um bocadinho e tinha poupado o exame!!

Na verdade, já me tinha mentalizado de esperar mais uns meses para fazer tentativas mais certinhas, porque ultimamente não tenho pensado tanto no assunto e tenho deixado as coisas andar sem fazer contas, nem pensar em dias de ovulação etc. Quando acontecer aconteceu. O que mais me chateia são estes sintomas e sinais parvos que fazem duvidar, geram ilusões e depois, nada!

É lidar com a desilusão o que mais desgasta...




segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O bebé e os cães

Para as mamãs e papás de patudos como nós, pensar em ter um bebé pode levantar algumas questões em relação ao comportamento dos nossos animais de 4 patas. Ora, eles exigem cuidado e atenção e não é fácil manter as regras da casa quando chega um novo membro. É importante respeitar espaços e assegurar-nos de que todos estão felizes e em harmonia.

O certo é que é muito fácil para quem não tem o cuidado devido com os animais fazer comentários como "o animal vai é na rua, não dentro de casa" ou "ahh as coisas vão mudar ao ter um bebé, o bebé é a prioridade". Sim, o bebé precisa de muita atenção e cuidado até porque não se defende sozinho, mas isso não quer dizer que tem-se que reduzir no cuidado aos animais, ou que estes tenham que passar a segundo plano. Pelo menos não é isso que vamos querer cá em casa, pois os nossos filhotes  patudos são mesmo os nossos filhos!

Por isso, nas minhas pesquisas encontrei o blog de uma mãe patuda que teve as mesmas preocupações e que descreve muito bem como preparar o cão para a chegada de um novo membro. É muito interessante!

O exercício

A caminhada diária mantêm o cão feliz, saudável e calmo durante o dia.

  • Começa por variar o horário das caminhadas. Assim, não entram na rotina de que tem que ser a aquela hora específica, que pode muito bem coincidir com um momento de stress para os papás, pois nem sempre se consegue acertar na rotina do bebé com facilidade. 
  • Os membros da família que passeiam o cão devem variar, por exemplo um dia a mãe, noutro o pai. Assim o cão está confortável em passear com qualquer um dos dois, para o caso de que o outro esteja ocupado.
  • Considera entrar em contacto com algum serviço de dog walking, ou conta com a ajuda de algum familiar caso a tarefa de cuidar do bebé e do cão esteja a ser difícil de conciliar nos primeiros tempos. 
  • Um cão feliz terá menor tendência para comportamentos agressivos ou territoriais.
 
O treino

Se até agora não há regras em casa, esta é a altura ideal para começar a definir novas regras e manter a consistência.


  • Começa a definir claramente as zonas "proibidas" antes de que o bebé chegue. Se o quarto do bebé ou/e os sofás são uma zona que não queres que o cão visite, então começa por limitar estes espaços antes para que o cão na associe isto à chegada de um novo membro.
  • Não introduzas as novas regras depois da chegada do bebé.


Prepara o cão para as novas coisas

Com um bebé, o cão é bombardeado com novos cheiros, sons e experiências. Introduz lentamente estas variantes para prevenir qualquer comportamento territorial.

  • Acostuma o cão aos sons do bebé. Existe um livro com um cd de audio "Tell your dog you're pregnant", com exercícios para ver a reacção dos cães aos vários sons do bebé.
  • Deixa o cão cheirar algumas das coisas do bebé. Quando estejas no hospital, envia para casa uma manta do bebé com o seu cheiro para que o cão possa cheirar. 
  • Não bombardear o cão com tudo de uma vez. Experimenta andar com o carrinho ou o ovinho pela casa, acende os brinquedos que tenham som, prepara um banho para o bebé... Tudo antes do bebé nascer para que o cão se habitue a estas actividades. 

Promove um local seguro e calmo

  • Prepara num local agradável da casa um espaço especial para o cão, de forma a que se habitue ao seu espaço de descanso e sono. 
  • Não decidas agora que é altura de colocar os cães que estão habituados a estar dentro de casa, fora de casa. Os cães são animais de matilha, separá-los da sua gera confusão e solidão.
  • Não levantes a voz ao cão quando estás em stress. É muito fácil perder o controlo quando não se percebe porquê o bebé chora, ou quando há poucas horas de sono à mistura. Experimenta sair da habitação para respirar um pouco e volta mais calma e assertiva. Assim o cão ficará mais calmo.
No nascimento

Nunca se sabe bem quando um bebé decide sair cá para fora, por isso:

  • Deixa tudo programado, a mala de maternidade pronta, as tarefas distribuídas e os cuidados ao cão em mão de alguém de confiança. 
  • Não peças a um estranho que não conhece o teu cão para tratar dele. É importante que o cão se sinta confortável com que está a cuidá-lo. Desta forma ele estará calmo e feliz no momento de regressar à casa com o bebé. 
  • Ao voltar para casa, cumprimenta o cão como o fazes normalmente. O teu cão tem saudades e vai querer um pouco de mimo. Por isso age normalmente sem que o bebé seja o único a ter todas as atenções. É importante manter a rotina para que ele se sinta seguro e tranquilo.

Tempo a sós com o cão

Muitas vezes são os cães que chegam primeiro à família, por isso são eles que receberam todas as atenções antes da chegada do bebé. Como o tempo passa a ser mais limitado é importante ter um bocadinho de tempo (com qualidade) a sós com o cão. Desta forma mantemos os laços fortes e temos um tempo de descanso em família. 

Um texto adaptado de: http://prettyfluffy.com/home-living/tips-training/how-to-prepare-your-dog-for-a-baby-dog-lovers-guide

sábado, 4 de outubro de 2014

Os últimos 18 dias




Olá!!

Devo confessar que estou mesmo muito viciada no blog! Já lá vão 18 dias que começou esta aventura e na realidade, apesar de dedicar tempo a escrever e a procurar coisas interessantes para partilhar, tenho-me sentido muito mais leve e organizada, e quando gostamos de partilhar experiências, dicas e factos giros que acontecem no dia-a-dia parece mesmo que não dá trabalho nenhum!

Com o blog, o boom de pensamentos, ideias, desejos, etc diminuíu. Sim, diminuíu! Escrever e partilhar, acabou por organizar tudo nas gavetas da minha cabeça e me tem dado muita tranquilidade. Para além de que vou descobrindo cada vez mais sobre mim, o que é sempre óptimo.

Na verdade, poucas pessoas sabem do meu blog e quando explico o que estou a fazer às minhas amigas elas ficam "ah aprendendo a ser mamã?? Mas ainda não tens filhos!!"

Sim, não tenho filhos, mas tenho sim muito desejo de ser mãe e tudo o que sou e faço acaba por manifestar-se nas nossas vivências, assim que serei eu em formato mamã.

Partilhar para mim é muito importante, de que serve guardar tudo para nós? Quanto mais partilho parece que mais recebo, que mais aprendo e que mais conheço de mim.

Bem e os vídeos... fiquei rendida!! experimentei fazer um (o primeiro tem falhas, mas é natural, foi o primeiro e vou deixar assim para perceber a minha evolução) e passei o dia todo nisso! Editar um vídeo até é fascinante, sempre pensei que fosse algo muito complicado e demorado, mas até foi rápido, também porque foi uma edição simples e muito básica, mas fazem-se coisas engraçadíssimas!
Já com o segundo vídeo... estou tão orgulhosa! São pequeninas coisas, mas ver que somos capazes de fazer algo que queremos fazer há algum tempo e conseguir fazê-lo sozinha é muito gratificante!
se irá reflectir na minha maneira particular de ser mãe, quando a altura chegar. No fundo, é um blog de mulher, com sentimentos e experiências, onde posso partilhar sem limite as minhas paixões.
Claro que... a minha casa sofreu com os vídeos... está tudo numa desarrumação! Hoje de manhã acordei bem cedo para lavar o pátio, a loiça toda que tinha acumulada, arrumar a minha mesa de trabalho... pôr roupa a lavar, essas coisas todas que têm mesmo que ser feitas!

Sim... sou multitarefas! Enquanto escrevo, oiço as séries que gosto de ver, tenho um casaquinho em crochê em frente e vou dando uns pontos enquanto paro para pensar um bocadinho e vou comendo alguma coisa. Sou mesmo assim... custa-me muito estar a fazer só uma coisa. Mas pronto, cada um é como é!

E assim têm sido estes últimos 18 dias com o blog. =D

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Os filhos são do mundo

Os filhos são do mundo... Foi assim que na semana passada, enquanto bebíamos um chá que a A. relembrou-me desta frase. Esta frase que eu e o meu marido apoiamos há muito tempo e que é assim que pretendemos educar o nosso filho. E não foi por acaso que depois desse bocado bem passado encontrei este texto, que tão bem exprime o que penso.

Para algumas mães não é assim, e acredito que há conflitos sobre assunto entre diferentes gerações, mas na realidade, acho que todos somos do mundo e querer possuir o que amamos é na maior parte das vezes o primeiro passo para afastar a felicidade, nossa e da outra pessoa.

Fica aqui uma cópia do texto para que possam ler:

Filhos são como navios…
Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS. Estes tem nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os  mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.
Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um:
A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar  mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar VALORES herdados como:
HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL PARA BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar nos que os pais conquistaram. Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:
QUEM AMA EDUCA!
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS!”
Içami Tiba 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ainda não foi este mês

Sim, o título do post até parece um pouco negativo e com algum desespero, mas não. Acho que este foi o primeiro mês em que não fiquei aflita ou com ansiedade à espera da chegada do período.

O pensamento, quando a dona mens. bateu à porta foi: "bem, ainda não foi desta", mas com uma pitada de alívio! Não porque não queira, senão este blog nem existiria, mas estes últimos meses têm sido tão cansativos emocionalmente que fazer uma pausa, tirar mais tempo para mim e descansar do turbilhão de ideias que tenho na cabeça é quase que fundamental.

É por uma necessidade de reequilibrar e harmonizar todas estas energias, bloqueadas ou hiperactivas, que sinto estar numa fase de egoísmo profundo. E por egoísmo (parece uma palavra tão feia), quero dizer que preciso de olhar mais para mim e de perceber o meu eu (e nisso este blog dá-me uma pequena ajuda, em organizar tudo o que quero saber para estar preparada, o que sinto e as ideias todas que andam pela minha cabeça!).

Nem sempre é fácil e às vezes fico inundada de pensamentos contraditórios, mas a verdade é que faz falta e não faz mal nenhum tirar esse tempo para nós. Só assim poderemos entender muitas questões e continuar em frente.

Não sei se já vos aconteceu que parece que a mesma situação acaba por acontecer uma e outra vez e não entendemos bem porquê, ou se calhar entendemos, mas a solução requer tomar decisões difíceis e que muito provavelmente não vão ser nada agradáveis para nós e para outras pessoas...
Assim aconteceu comigo este ano, há pouquinhos meses atrás, com uma situação que se arrasta há vários anos, foi muito duro tomar finalmente uma atitude e bater o pé no chão, não é assim o meu carácter e não é assim que gosto de resolver situações. Mas já começo a perceber que por estar nessa zona de conforto, os problemas não são resolvidos, e sair dela mexe muito com as nossas emoções. No ínício com medo e receio, por não ter bem a certeza se é o mais correcto ou não (apesar que o coração grite que sim). Depois a culpa, pois se geralmente não reagimos dessa maneira se calhar fizemos mal e por último, após mentalizar-nos mil e uma vez que era o que devia ter sido feito, a paz. A paz que estávamos mesmo à procura, a paz de que sim, era assim que tinha que ser feito. Agora sou plenamente responsável por manter essa paz.

Por tudo isto, acho que ainda bem que ainda não foi desta! Pois se não tomamos bem as rédeas da nossa vida, como podemos dedicar o melhor de nós para uma nova?


terça-feira, 23 de setembro de 2014

5 Passos para evitar um conflito


Bem, por acaso hoje lembrei-me deste assunto para partilhar com vocês. É muito fácil gerar um problema ou ter um conflito com alguém derivado a falhas na comunicação ou a não conseguir expressar aquilo que pensamos e sentimos.


Lembro-me na universidade, numa cadeira de sociologia (não me lembro do nome do professor, mas sei que foi dos melhores que tive até agora!) estar a trabalhar a assertividade através de pequenos teatros e diálogos para identificar problemas e para nos ajudar a comunicar melhor.

Este mesmo professor mencionou a regra dos 5 dedos (não sei se é mesmo assim que se chama, já pesquisei e pesquisei pela Internet e não encontro nada!), mas claro que com o tempo, esqueci-me o que alguns dedos significavam... Contudo aqueles que me lembro foram para mim os mais importantes e aqueles que fizeram o click para perceber o porquê dalgumas discussões que tinha tido até então.

O certo é que, desde essa altura esforcei-me por aplicar as regras que para mim faziam sentido e não me lembro até agora de ter tido alguma discussão com o meu agora marido depois de implementá-las (já lá vão 7 anos!).

Uma das coisas que fez cair a ficha, é que muitas vezes achava que as outras pessoas têm o dever de saber exactamente o que sinto (principalmente o nosso companheiro, namorado, marido, etc.), mas não é bem assim! Geralmente acreditamos que por viver com alguém, faz com que essa pessoa se aperceba de tudo aquilo pelo que estamos a passar, mas isso não passa de uma ilusão. E acabamos por explodir nalgum momento, acreditando que temos pleno direito para tal, quando para o outro é uma novidade e fica perplexo com o nosso comportamento (e não se trata só do dito cujo que vive connosco, também inclui o resto da família, recordo-me que a minha mãe às vezes, de um momento a outro, fazia uma reclamação mais forte porque lhe doía a cabeça ou não se sentia muito bem, como se tivesse o dom da adivinha para saber isso!).

Mas pronto, para não me prolongar em demasia, aqui vai o que ficou retido na minha cabeça (se alguém conhecer esta regra dos 5 dedos, por favor partilhe a informação comigo) - Os exemplos são de situações que me lembrei que acho que já me aconteceram com familiares, namorado, amigos...:
  1. Antes de tudo, começar por dizer aquilo que sentimos (e isto para os homens funciona muito bem, porque simplifica e muito o porquê do nosso comportamento) - exemplos: eu fico chateada...; eu sinto-me triste...; não gostei... etc etc, o importante é especificar como nos sentimos e apelar a que a outra pessoa tenha alguma empatia.
  2. Explicar qual foi a situação que gerou esse sentimento, pois o outro também não é adivinho! Então: eu sinto-me triste porque parece que não fui tomada em conta na tua decisão; eu fico chateada quando gozas comigo nesta situação, pois para mim não tem piada, etc etc. 
  3. Oferecer uma solução ou uma maneira de minimizar os sentimentos e atitudes negativas: é importante para mim que tenhas noção de que é uma situação constrangedora e que me faz ficar chateada, por isso se puderes evitar estes comentários ajudava muito para não gerar estas situações; Quando fores decidir alguma coisa, fala comigo antes para sentir-me incluída e perceber melhor as razões porque queres fazer alguma coisa.
  4. Explicar o que pode acontecer se não forem tomadas as atitudes para resolver a questão, por exemplo: se não falas comigo para decidir alguma coisa, vou sentir-me cada vez mais de lado, como se não pertence-se à relação e não é assim que quero que a nossa relação evolua pois é importante sentir que faço parte das coisas que para ti são importantes; Se continuares a gozar comigo, vou ficar cada vez mais chateada e depois acabo por ter atitudes mais agressivas sem ser necessário.  
  5. Realmente não me lembro das 5 regras! Mas estas 4 para mim são fundamentais!
O que acontece muitas vezes é que partimos logo para: "tu sempre fazes isto!", "Tu magoaste-me!", Tu, tu, tu... exigindo ao outro algo que até pode nem se ter apercebido do ocorrido. E isso já é meio caminho andado para iniciar um discurso agressivo e à defensiva.

Sugestão: então, porque não avisar (naqueles dias em que estamos mais chateadas ou em baixo e toleramos menos certas coisas) como nos sentimos, para facilitar? Por exemplo - "Hoje estou um pouco chateada, por esta ou outra razão, por isso se ouvires uma resposta ou comentário chato, não ligues..." (então naqueles dias do mês em que as hormonas andam a saltitar e parece que explodimos com tudo, funciona lindamente!). Assim o outro já sabe e evitamos discussões sem razão que depois escalam a um outro nível, pois geralmente vamos guardando tudo até que se dá o Big bang emocional.

Espero que ajude a fazer muitos clicks desse lado, pois para mim ajudou imenso! E com isto não quer dizer que não se fale ou se trate de resolver situações, ou até ter discussões saudáveis, porque é natural e é bom! Mas é desnecessário gerar uma discussão ofensiva e agressiva, pois na realidade isso consome-nos tanto e cega os nossos olhos para as coisas bonitas e aquilo que nos faz mais felizes.

Beijinhos.


sábado, 20 de setembro de 2014

És feliz?

"As pessoas felizes reconhecem que nem todos são iguais, por isso têm em mente que a diferença é a qualidade do enriquecimento mútuo. As pessoas felizes sabem que cada um tem o seu estágio emocional e mental, por isso não levam muito a sério as situações de descontrole e fraqueza emocional dos outros. Colocam óculos cor-de-rosa no seu relacionamento, porque estão conscientes de que ninguém é perfeito nem um anjo caído do céu.
As pessoas felizes respeitam o ser humano com quem convivem, mas não entram no jogo negativo.
As pessoas felizes, enfim, assumem a sua grandeza, são donas de si mesmas e fixam o eixo da sua personalidade em si mesmas e não no outro."

Autor desconhecido

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A histerossalpingografia... O que é?

Que nome tão complicado, acho que ainda nem conseguí pronunciar!

A histero...fia... Bem, eu chamo de radiografia às trompas para facilitar. É um exame que se faz para verificar se as vias estão "abertas" para a passagem do óvulo das trompas para o útero.

Este exame para mim foi um tanto difícil... Já são desconfortáveis as visitas ao ginecologista, mas mesmo assim, estamos numa cadeira mais fofinha e a recolha para o teste do papanicolau é rápida e indolor. Mas este exame em particular... oh meu Deus, não gostei!

Antes do exame li em forums sobre a experiência de outras mulheres que diziam que não doía quase nada, que era como sentir dores menstruais, mas no meu caso sim senti dor!

Sempre tive dores nesses dias do mês, nalguns meses menos intensas, noutros só apetece mesmo estar na cama encolhida... Mas a mesa onde estamos deitadas (porque tiram as radiografias durante o exame) é dura e o contraste que colocam provoca uma sensação desagradável. É claro que isto varia muito de mulher para mulher.

No meu caso, tive conhecimento desde muito cedo que tinha várias aderências no útero, e quando o contraste passa com alguma pressão acaba por descolar algumas aderências das paredes e melhora um pouco o caminho de passagem. Na minha experiência como profissional de saúde, descolar aderências provoca dor e provavelmente por isso tive dores como cólicas nalguns momentos (espero que tenha descolado tudo tudo!). Para além de que, comecei num choro descontrolado mesmo antes de fazer o exame, então chorei e solucei durante todo o processo... mas nem percebia bem o motivo do choro! Isto porque o exame coincidiu com um período de grandes alterações emocionais, tudo derivado a uma mini sessão de Reiki que me fizeram uns dias antes. E ainda bem que pedi ajuda neste sentido, pois foi como uma limpeza profunda que tirou 300 kg de cima da minha cabeça e deu-me uma paz incrível. Nos dias seguintes à sessão, libertei tudo e fiquei com a cabeça mais leve, comecei a dormir melhor e a revolução de pensamentos que tinha ficou organizada. No exame foi chato chorar, mas quando estamos mais sensíveis é assim que acontece... Obrigada Luísa pela tua preciosa ajuda <3

No fim do exame temos direito a um duche quentinho e depois só temos que esperar um pouco para fazer novo raio x para ver se o contraste todo saiu.

O melhor de tudo foi passar o dia a receber mimos, com o comer feito pela avó e os pudins da mãe =D

Podemos marcar a consulta para uma semana depois do exame, para saber o resultado. No meu caso está tudo dentro da normalidade e na realidade até as dores menstruais nestes dois meses depois do exame têm sido muito, mas muito menores. E claro, os choros nessa altura já haviam terminado e só sentia uma sensação de leveza. 

O médico referiu (e li também sobre isso), que algumas mulheres depois do exame engravidam com mais facilidade (vamos la ver!).


Prometo não comer açúcar refinado!!



Olá!!

Bom, hoje decidi começar um desafio... Deixar de comer tudo o que tenha açúcar refinado e sei que vai custar-me imenso!!! Confeitaria... vou ter saudades!
É verdade, nas últimas semanas tenho abusado muito, pois tenho lá ido demasiadas vezes a alimentar o meu vício, mas o meu corpo já começa a notar alterações... Não no peso, pois conto com o super metabolismo do meu pai, obrigada! No entanto, sou muito sensível a outros níveis e já se começa a notar, na pele!

Há uns anos diagnosticaram-me psoríase, foi aparecendo assim, pouquinho de cada vez e na realidade não me incomoda muito, a não ser em épocas de crise em que parece que cresce e demora em passar!
A primeira crise ocorreu uns meses antes de casar. As minhas pernas, cotovelos e couro cabeludo ficaram inundados de marcas avermelhadas e escamação. Fui ao dermatologista, mas a informação que tive era que não tinha cura, passaram uns cremes, um champú especial, uns comprimidos, tudo com cortisona e as melhorias foram zero!

Um pouco desesperada, e tendo alguns conhecimentos sobre o funcionamento do corpo, fiquei logo com a pulga atrás da orelha pois isto deveria ser de algo mais profundo e não uma simples manifestação na pele. Daí consultei um bom homeopata que falou comigo sobre a alimentação, analisou o funcionamento dos meus sistemas, fez alguns questionários e explicou-me que estas alterações da pele, podem ter origem no intestino, ora ao ter uma alimentação com alimentos altamente inflamatórios - açúcares refinados, farinhas brancas e fritos acidifica o nosso sistema e gera inflamações que se manifestam em várias doenças, e a pele é uma das mais afectadas. Para além de que há estudos que relacionam a falta de omega 3 com a psoríase, e eu claro que não comia praticamente nada com este nutriente!

Então, comecei a alterar a alimentação, muito salmão, peixe, as minhas boas doses de carne, mas acompanhadas com legumes, feijões, arroz integral e leguminosas nos lanches. Para além disto, fiz uma suplementação extra em omega 3 e outros nutrientes (que agora não me lembro) e comecei com a medicação homeopática (umas gotas que se misturam com a água e se vão bebendo ao longo do dia). O certo é que num mês já notei diferenças enormes e em 3 meses não tinha nada na pele! E assim tenho continuado, passaram 4 anos sem crise.

Claro que, voltei a abusar nestas coisas que não deveria comer (principalmente bolos, bolachas, etc), ou pelo menos comer muito menos e já começo a notar que a psoríase quer atacar, por isso para bem da minha saúde e da carteira também, vamos lá voltar a comer melhor para não ter tanta acidificação e inflamação. Até porque o corpo agradece para num futuro ter uma gravidez mais saudável!

Não quero de todo com este texto dizer que é assim em todos os casos, esta foi a minha experiência e para mim correu muito bem. O importante é ficar com a pulga atrás da orelha e tentar investigar bem o que se passa com o nosso corpo de forma a que possamos ter uma maior controlo na nossa saúde e saber que há coisas que podem ter consequências negativas, mas que claro não são iguais para todas as pessoas.

Beijinhos,
Ana


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O teste de gravidez

Olá!!

Hoje quero partilhar a minha aventura com os testes de gravidez... bem, não é bem uma aventura, mas para uma mulher que desde que começou nos treinos com o marido, acredita que mês sim, mês não está grávida, os testes passam a ser utilizados com alguma frequência!

Neste último ano e meio, acho que fiz 5 testes da farmácia e um de sangue no laboratório! Isto da ansiedade é tramado... pois faz-nos mesmo sentir alterações que não são bem da gravidez mas da ansiedade em si... Ora ficava com muita fome, ora com náuseas. Às vezes com períodos menstruais esquisitos, outras vezes com atrasos, portanto com alterações que nos fazem duvidar.

Nunca houve pressão, nem desespero por querer engravidar já já, começamos nos treinos, ou por assim dizer sem ter precauções, na desportiva, para que aconteça quando tiver de acontecer. Mas na realidade deparava por mim sempre a pensar "Será que já está??" e ficava ansiosa até ter mais certezas. O pior deste processo é a desilusão e o sentimento de frustração quando parece que se reuniram todas as condições para que o rebento surja e afinal não é bem assim.

É que só mesmo nas novelas os protagonistas estão juntos uma vez e pronto, trabalho feito! Até houve uma altura em que comecei a ficar irritada quando recebia a notícia de que uma colega ou conhecida ficou grávida... "Ah e tal, começamos a tentar e não é que foi à primeira?" Grrrrrrrr! Mas ficava irritada não por elas, porque fico feliz de conseguirem, ficava era comigo por não perceber porque não me acontecia, por querer também ter essa experiência... E o meu raciocínio era muito preto no branco ou branco no preto. Ora eu e o meu marido somos jovens e saudáveis, ele pratica muito exercício e tem uma alimentação saudável. Eu, não tão activa fisicamente, mas estou constantemente a mexer-me, dormimos as horas suficientes, não consumimos álcool nem fumamos, à partida estamos muito bem! Então porque raio isto não se despacha??

Até o médico depois de fazer-mos vários exames disse que estava tudo perfeito que não percebe bem porque ainda não aconteceu, mas para dar um pouco mais de tempo. Mas na realidade há tantos factores que influenciam.. (mais à frente falarei deles noutro post)
O certo é que agora prometi que só iria fazer um teste quando tiver mais de uma semana de atraso, vamos lá ver se consigo ceder à tentação!!

Beijinhos,
Ana

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Reflexão

Há muito tempo li um texto maravilhoso, que para quem tem uma costela virada para a parte espiritual como eu, pode achar interessante!
Assim, resumidamente, porque o texto envolve vários aspectos:

O assunto é o medo, o medo que tantos obstáculos e muros gigantes gera no nosso dia-a-dia. Por assim dizer, de uma maneira simples, o medo acaba por abafar o amor.

Então como sabemos que sentimos medo? Se nos senti-mos confusos, desnorteados, feridos ou zangados. Se tivermos medo, ou estiver-mos emocionalmente descontrolados, estamos distraídos e incapazes de prestar atenção ao que está ao nosso redor. Quando temos medo, não somos capazes de ouvir e sentir pequenas mensagens de amor, pois estamos sintonizados numa emissora diferente.

Os medos podem ter vários aspectos, se calhar o mais comum é o medo ao fracasso, mas o mais importante a reter, é que aquilo que desejamos do fundo do nosso coração está completamente dentro das nossas possibilidades, do nosso potencial.

Ao encontrar a nossa paz interior, estaremos mais abertos para sintonizar o canal do amor e o amor é fundamental para a nossa humanidade.

Um texto interpretado do original de Jennifer Hoffman, ver mais aqui






Mamã em orçamento

Hoje em dia é tão difícil não ouvir a palavra crise, são os amigos, a família, no local de trabalho e até nas conversas de café... Sinceramente não sou nada fã dessa palavra, até porque depois de algumas peripécias e ter visto o meu horário de trabalho reduzir drasticamente, o meu lado criativo começou a funcionar muito mais. Agora, apesar de trabalhar algumas horas por semana na minha profissão, dedico as restantes aos trabalhos manuais e a sentir, sim - SENTIR.

É muito fácil desligar-nos daquilo que sentimos quando estamos cheios de trabalho e com uma agenda apertada, é quase como: ligar a ficha de manhã, produzir produzir produzir o dia todo e à noite desligar a ficha para dormir umas horas. Mas desde que o meu horário ficou reduzido, conseguí parar para sentir e para ter prazer em relaxar e pensar bem naquilo em que consiste a minha felicidade. Isto parece muito fácil, ah e tal relaxar, que vida boa! Mas na realidade, estamos tão mal habituados a fazê-lo que até sentimos culpa por querer sentir um pouco de paz. E é tão bom sentir um pouco de paz, nem que sejam 5 minutinhos!

Na verdade, acho que trabalho muito mais agora, às vezes dou por mim a adormecer às tantas da madrugada para terminar uma ou outra encomenda do meu grande projecto de coração que consiste basicamente em tricotar e crochetar. Contudo, este projecto que tenho vindo a desenvolver nasce do coração e como diz o ditado, quem corre por gosto não cansa. Com este tempo "mais livre" tenho aprendido a dizer mais "não" (muito difícil para mim!), a ponderar realmente aquilo que devo ou não devo fazer ou aceitar caso isso retire o gosto e o prazer por fazer alguma coisa. Acredito afincadamente que se tivermos escolha de fazer aquilo que realmente amamos, então estamos no bom caminho para estar em paz interior

Portanto, a palavra crise (um pouco negativa de por si, pelo menos é assim como a sentimos na sua maioria), não foi bem crise para mim, mas um abanão para acordar e organizar a minha vida.

Claro que, temos apenas o suficiente para pagar as contas e manter com alguma qualidade os nossos filhotes patudos. Não temos luxos, mas não descuramos uma boa alimentação. E já não me lembro a última vez que comprei uma peça de roupa por mimo e não por necessidade. Mas também, tenho-me sentido tão bem emocionalmente que a vontade de ir às compras tem sido nula!

Tudo isto para dizer, que apesar de querermos ter um filho, temos um orçamento apertado e por isso, poderão acompanhar aqui as minhas ginásticas financeiras desafiando as leis da física e da gestão!

Sou assumidamente uma futura mamã com um orçamento apertadinho, mas com muita vontade de fazer tudo funcionar!

O relógio biológico a funcionar

Olá!

O meu desejo de ser mãe começou, acho eu que cerca de 2 anos atrás. Casei há 3 anos e meio com o grande amor da minha vida (pelo menos assim o sinto e acredito de coração que dure até o final dos meus dias). Mas desde há 2 anos que aqueles medos todos de engravidar, como: "E se algo não corre bem?", "e se acontece alguma coisa má?", "e se o bebé tem algum problema?"... Bem, isto tudo desapareceu no momento em que se deu um click interior, onde esse medo já não existia.
Sim, receios há sempre, mas o click é mais forte e nos faz querer mergulhar de cabeça para concretizar esse desejo!

Já estamos em tentativas há um ano e meio e ainda não aconteceu..

Iniciei as consultas de planeamento familiar no centro de saúde e tenho a dizer que a Ginecologista foi sempre excelente. Entretanto como ao fim de vários meses nada acontecia, ela encarregou-se de enviar o pedido para o hospital, para a consulta de infertilidade (um nome nada bonito!). O processo até foi bem rápido e fizemos mais exames para verificar se tudo estava bem e realmente está.

O médico diz que até pode ser "falta de jeito" (quem sabe! pode haver alguma fórmula que desconhecemos!), mas na verdade há muitas coisas que influenciam no acto de engravidar.

Claro que, durante todo este tempo, têm surgido uma mistura de sentimentos... ora já não há vontade de engravidar, ora volta a vontade, vamos lá saber o que este relógio biológico quer! Mas na verdade há sempre uma pequena desilusão quando surgem aqueles dias especiais do mês.

Já se sonha cá em casa com a decoração do quarto, em como vão alterar-se as rotinas, em como vai ficar a barriguinha, em como vão reagir os nossos filhotes patudos... É muito giro projectar esses sonhos e sentí-los com muita felicidade (pelo menos enquanto não conhecemos a realidade das poucas horas dormidas, do cansaço e dos ouvidos pequeninos por causa do choro).

Neste momento, deixamos tudo a andar até que aconteça sem presa, sem pressão e sem desespero.

Beijinhos,
Ana