Mostrar mensagens com a etiqueta Para reflectir. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Para reflectir. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Nós e a noção de liberdade

Com os acontecimentos recentes em França, gerou-se uma onda de solidariedade e protesta em relação ao direito de liberdade de expressão. O acontecido é sem dúvida trágico e demonstra no meu ponto de vista e consciência uma falta de respeito pela vida humana. Mas... há sempre um "mas".

Se pensarmos bem, o conceito de liberdade é sempre relativo e isso acontece em relação a tudo, seja a nível político, religioso e até nos assuntos triviais do dia-a-dia.

A vontade do ser humano em relação a esta matéria acaba por ser a de impor a sua razão e as suas convicções independentemente do que o outro pensa, "eu estou certo" ou "isto é o mais correcto" e muitas vezes não aceitamos as diferenças do outro que também tem as suas razões e as suas convicções. E acabamos por assistir a uma hipocrisia partilhada.

Esta hipocrisia é necessária, senão acho que nem conseguíamos viver em sociedade, numa sociedade que procura que todos vivamos sob os mesmos direitos e deveres descurando a nossa natureza, eliminando os impulsos e concordando com regras que por vezes até não se identificam connosco. Então se calhar a nossa liberdade é mesmo limitada, e ainda bem, se formos agir como achamos que é melhor aconteceria muita desgraça por aí. Mas então vamos perceber um pouco o que significa liberdade...

Alguns defendem que "a liberdade possui um elemento de identificação com a natureza do "ser". Nesse sentido, ser livre significa agir de acordo com a sua natureza."

Outros dizem que, age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas que precedem à escolha. E aqui a informação é fundamental.

Há ainda quem defende que, todo o agir humano, bem como todos os fenómenos da natureza, até mesmo as suas leis, são níveis de vontade.

Segundo Sartre, a liberdade é absoluta ou não existe e recusa todo determinismo e mesmo qualquer forma de condicionamento. A liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante da sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para não ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade das suas escolhas é tão opressiva, que surgem escapatórias através das atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se da sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões.

Pecotche diz que a liberdade é prerrogativa natural do ser humano, já que nasce livre, embora não se dê conta até o momento em que a sua consciência o faz experimentar a necessidade de exercê-la, como único meio de realizar as suas funções primordiais de vida e o objectivo que cada um deve atingir como ser racional e espiritual.

Com isto, começo a perceber que liberdade e consciência caminham lado a lado, pois eu estou inserida num ambiente, no mundo, onde existo eu e existem os outros e a minha liberdade é minha, mas os outros também têm a sua. 

Ao analisar a natureza e liberdade de cada um dos lados, não saberia dizer qual está mais correcto ou errado. Apesar claro de não apoiar a violência e respeitar a vida humana e a liberdade de cada um.
Temos um lado em que a sua liberdade de expressão consiste em satirizar assuntos mais ou menos sérios através de caricaturas e criticas, que então por se manifestar como uma forma de arte é apoiada e temos o outro lado em que toda a cultura, as crenças e a natureza humana se baseia em determinadas convicções, e que se manifestou através da derradeira forma de imposição humana, um sobre o o outro.
Fiquei então com a seguinte questão na cabeça: Quem sou eu para catalogar moralmente quem tem razão?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ano novo!!

Olá!! Bem, desde já um Bom Ano!!! Atrasado, mas na realidade nunca é tarde para o desejar =)

Tenho andado desaparecida é verdade... já quase que nem me lembrava em como entrar ao blog! Mas tudo por uma boa razão, um descanso bem merecido! E não é que passei as festas de Natal de pijama em casa com o marido? Foi tão booommm!! Já estavamos a precisar de um descanso assim, dormir muito, ver filmes, comer coisas boas e ficar sem ter que pensar em mais nada abafados no sofá com uma mantinha e a beber um chocolatinho quente. Foi o paraíso!

Sim, é importante conviver, estar com a família e com os amigos, mas também é muito importante para um casal tirar um tempo para estar sozinhos, namorar, conversar e desfrutar do tempo juntos. Já basta o corre corre do dia-a-dia, o trabalho, deitar tarde, acordar cedo, etc etc... Parar um pouco é bom! E até porque convém aproveitar antes de vir a criançada! Pois segundo fontes seguras, depois disso já não se tem mais descanso! Ora então, vamos aproveitar por enquanto!

Chegaram a fazer as resoluções de ano novo? Eu apontei as minhas na agenda, acho que se alguma vez fiz isso... pois não me lembro! Mas as minhas até são realistas se bem que com alguns sonhos à mistura! Mas principalmente quero ser mais organizada e descontraída, quero organizar melhor o meu tempo para desfrutar ainda mais o marido e os filhotes de 4 patas, pois isto de trabalhar um pouco fora de casa e o resto em casa gera uma desorganização de horários e dou por mim a trabalhar até às tantas, fins-de-semana, feriados e tudo! Outra resolução é cuidar mais da alimentação, já comecei a fazê-lo mas às vezes é muito fácil descarrilar e deixar de comer por várias horas ou não beber água...
Claro que também tenho alguns desejos mais ambiciosos, no sentido de melhorar o meu trabalho e criar uma melhor fonte de rendimento, mas tudo com calma e paciência, pois como tudo na vida, cada coisa tem o seu tempo.

E vocês, fizeram as vossas?
Espero que este ano seja cheio de amor, saúde e felicidade!
Beijinhos.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O bebé e os cães

Para as mamãs e papás de patudos como nós, pensar em ter um bebé pode levantar algumas questões em relação ao comportamento dos nossos animais de 4 patas. Ora, eles exigem cuidado e atenção e não é fácil manter as regras da casa quando chega um novo membro. É importante respeitar espaços e assegurar-nos de que todos estão felizes e em harmonia.

O certo é que é muito fácil para quem não tem o cuidado devido com os animais fazer comentários como "o animal vai é na rua, não dentro de casa" ou "ahh as coisas vão mudar ao ter um bebé, o bebé é a prioridade". Sim, o bebé precisa de muita atenção e cuidado até porque não se defende sozinho, mas isso não quer dizer que tem-se que reduzir no cuidado aos animais, ou que estes tenham que passar a segundo plano. Pelo menos não é isso que vamos querer cá em casa, pois os nossos filhotes  patudos são mesmo os nossos filhos!

Por isso, nas minhas pesquisas encontrei o blog de uma mãe patuda que teve as mesmas preocupações e que descreve muito bem como preparar o cão para a chegada de um novo membro. É muito interessante!

O exercício

A caminhada diária mantêm o cão feliz, saudável e calmo durante o dia.

  • Começa por variar o horário das caminhadas. Assim, não entram na rotina de que tem que ser a aquela hora específica, que pode muito bem coincidir com um momento de stress para os papás, pois nem sempre se consegue acertar na rotina do bebé com facilidade. 
  • Os membros da família que passeiam o cão devem variar, por exemplo um dia a mãe, noutro o pai. Assim o cão está confortável em passear com qualquer um dos dois, para o caso de que o outro esteja ocupado.
  • Considera entrar em contacto com algum serviço de dog walking, ou conta com a ajuda de algum familiar caso a tarefa de cuidar do bebé e do cão esteja a ser difícil de conciliar nos primeiros tempos. 
  • Um cão feliz terá menor tendência para comportamentos agressivos ou territoriais.
 
O treino

Se até agora não há regras em casa, esta é a altura ideal para começar a definir novas regras e manter a consistência.


  • Começa a definir claramente as zonas "proibidas" antes de que o bebé chegue. Se o quarto do bebé ou/e os sofás são uma zona que não queres que o cão visite, então começa por limitar estes espaços antes para que o cão na associe isto à chegada de um novo membro.
  • Não introduzas as novas regras depois da chegada do bebé.


Prepara o cão para as novas coisas

Com um bebé, o cão é bombardeado com novos cheiros, sons e experiências. Introduz lentamente estas variantes para prevenir qualquer comportamento territorial.

  • Acostuma o cão aos sons do bebé. Existe um livro com um cd de audio "Tell your dog you're pregnant", com exercícios para ver a reacção dos cães aos vários sons do bebé.
  • Deixa o cão cheirar algumas das coisas do bebé. Quando estejas no hospital, envia para casa uma manta do bebé com o seu cheiro para que o cão possa cheirar. 
  • Não bombardear o cão com tudo de uma vez. Experimenta andar com o carrinho ou o ovinho pela casa, acende os brinquedos que tenham som, prepara um banho para o bebé... Tudo antes do bebé nascer para que o cão se habitue a estas actividades. 

Promove um local seguro e calmo

  • Prepara num local agradável da casa um espaço especial para o cão, de forma a que se habitue ao seu espaço de descanso e sono. 
  • Não decidas agora que é altura de colocar os cães que estão habituados a estar dentro de casa, fora de casa. Os cães são animais de matilha, separá-los da sua gera confusão e solidão.
  • Não levantes a voz ao cão quando estás em stress. É muito fácil perder o controlo quando não se percebe porquê o bebé chora, ou quando há poucas horas de sono à mistura. Experimenta sair da habitação para respirar um pouco e volta mais calma e assertiva. Assim o cão ficará mais calmo.
No nascimento

Nunca se sabe bem quando um bebé decide sair cá para fora, por isso:

  • Deixa tudo programado, a mala de maternidade pronta, as tarefas distribuídas e os cuidados ao cão em mão de alguém de confiança. 
  • Não peças a um estranho que não conhece o teu cão para tratar dele. É importante que o cão se sinta confortável com que está a cuidá-lo. Desta forma ele estará calmo e feliz no momento de regressar à casa com o bebé. 
  • Ao voltar para casa, cumprimenta o cão como o fazes normalmente. O teu cão tem saudades e vai querer um pouco de mimo. Por isso age normalmente sem que o bebé seja o único a ter todas as atenções. É importante manter a rotina para que ele se sinta seguro e tranquilo.

Tempo a sós com o cão

Muitas vezes são os cães que chegam primeiro à família, por isso são eles que receberam todas as atenções antes da chegada do bebé. Como o tempo passa a ser mais limitado é importante ter um bocadinho de tempo (com qualidade) a sós com o cão. Desta forma mantemos os laços fortes e temos um tempo de descanso em família. 

Um texto adaptado de: http://prettyfluffy.com/home-living/tips-training/how-to-prepare-your-dog-for-a-baby-dog-lovers-guide

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Os filhos são do mundo

Os filhos são do mundo... Foi assim que na semana passada, enquanto bebíamos um chá que a A. relembrou-me desta frase. Esta frase que eu e o meu marido apoiamos há muito tempo e que é assim que pretendemos educar o nosso filho. E não foi por acaso que depois desse bocado bem passado encontrei este texto, que tão bem exprime o que penso.

Para algumas mães não é assim, e acredito que há conflitos sobre assunto entre diferentes gerações, mas na realidade, acho que todos somos do mundo e querer possuir o que amamos é na maior parte das vezes o primeiro passo para afastar a felicidade, nossa e da outra pessoa.

Fica aqui uma cópia do texto para que possam ler:

Filhos são como navios…
Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS. Estes tem nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os  mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.
Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um:
A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar  mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar VALORES herdados como:
HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL PARA BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar nos que os pais conquistaram. Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:
QUEM AMA EDUCA!
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS!”
Içami Tiba 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ainda não foi este mês

Sim, o título do post até parece um pouco negativo e com algum desespero, mas não. Acho que este foi o primeiro mês em que não fiquei aflita ou com ansiedade à espera da chegada do período.

O pensamento, quando a dona mens. bateu à porta foi: "bem, ainda não foi desta", mas com uma pitada de alívio! Não porque não queira, senão este blog nem existiria, mas estes últimos meses têm sido tão cansativos emocionalmente que fazer uma pausa, tirar mais tempo para mim e descansar do turbilhão de ideias que tenho na cabeça é quase que fundamental.

É por uma necessidade de reequilibrar e harmonizar todas estas energias, bloqueadas ou hiperactivas, que sinto estar numa fase de egoísmo profundo. E por egoísmo (parece uma palavra tão feia), quero dizer que preciso de olhar mais para mim e de perceber o meu eu (e nisso este blog dá-me uma pequena ajuda, em organizar tudo o que quero saber para estar preparada, o que sinto e as ideias todas que andam pela minha cabeça!).

Nem sempre é fácil e às vezes fico inundada de pensamentos contraditórios, mas a verdade é que faz falta e não faz mal nenhum tirar esse tempo para nós. Só assim poderemos entender muitas questões e continuar em frente.

Não sei se já vos aconteceu que parece que a mesma situação acaba por acontecer uma e outra vez e não entendemos bem porquê, ou se calhar entendemos, mas a solução requer tomar decisões difíceis e que muito provavelmente não vão ser nada agradáveis para nós e para outras pessoas...
Assim aconteceu comigo este ano, há pouquinhos meses atrás, com uma situação que se arrasta há vários anos, foi muito duro tomar finalmente uma atitude e bater o pé no chão, não é assim o meu carácter e não é assim que gosto de resolver situações. Mas já começo a perceber que por estar nessa zona de conforto, os problemas não são resolvidos, e sair dela mexe muito com as nossas emoções. No ínício com medo e receio, por não ter bem a certeza se é o mais correcto ou não (apesar que o coração grite que sim). Depois a culpa, pois se geralmente não reagimos dessa maneira se calhar fizemos mal e por último, após mentalizar-nos mil e uma vez que era o que devia ter sido feito, a paz. A paz que estávamos mesmo à procura, a paz de que sim, era assim que tinha que ser feito. Agora sou plenamente responsável por manter essa paz.

Por tudo isto, acho que ainda bem que ainda não foi desta! Pois se não tomamos bem as rédeas da nossa vida, como podemos dedicar o melhor de nós para uma nova?


terça-feira, 23 de setembro de 2014

5 Passos para evitar um conflito


Bem, por acaso hoje lembrei-me deste assunto para partilhar com vocês. É muito fácil gerar um problema ou ter um conflito com alguém derivado a falhas na comunicação ou a não conseguir expressar aquilo que pensamos e sentimos.


Lembro-me na universidade, numa cadeira de sociologia (não me lembro do nome do professor, mas sei que foi dos melhores que tive até agora!) estar a trabalhar a assertividade através de pequenos teatros e diálogos para identificar problemas e para nos ajudar a comunicar melhor.

Este mesmo professor mencionou a regra dos 5 dedos (não sei se é mesmo assim que se chama, já pesquisei e pesquisei pela Internet e não encontro nada!), mas claro que com o tempo, esqueci-me o que alguns dedos significavam... Contudo aqueles que me lembro foram para mim os mais importantes e aqueles que fizeram o click para perceber o porquê dalgumas discussões que tinha tido até então.

O certo é que, desde essa altura esforcei-me por aplicar as regras que para mim faziam sentido e não me lembro até agora de ter tido alguma discussão com o meu agora marido depois de implementá-las (já lá vão 7 anos!).

Uma das coisas que fez cair a ficha, é que muitas vezes achava que as outras pessoas têm o dever de saber exactamente o que sinto (principalmente o nosso companheiro, namorado, marido, etc.), mas não é bem assim! Geralmente acreditamos que por viver com alguém, faz com que essa pessoa se aperceba de tudo aquilo pelo que estamos a passar, mas isso não passa de uma ilusão. E acabamos por explodir nalgum momento, acreditando que temos pleno direito para tal, quando para o outro é uma novidade e fica perplexo com o nosso comportamento (e não se trata só do dito cujo que vive connosco, também inclui o resto da família, recordo-me que a minha mãe às vezes, de um momento a outro, fazia uma reclamação mais forte porque lhe doía a cabeça ou não se sentia muito bem, como se tivesse o dom da adivinha para saber isso!).

Mas pronto, para não me prolongar em demasia, aqui vai o que ficou retido na minha cabeça (se alguém conhecer esta regra dos 5 dedos, por favor partilhe a informação comigo) - Os exemplos são de situações que me lembrei que acho que já me aconteceram com familiares, namorado, amigos...:
  1. Antes de tudo, começar por dizer aquilo que sentimos (e isto para os homens funciona muito bem, porque simplifica e muito o porquê do nosso comportamento) - exemplos: eu fico chateada...; eu sinto-me triste...; não gostei... etc etc, o importante é especificar como nos sentimos e apelar a que a outra pessoa tenha alguma empatia.
  2. Explicar qual foi a situação que gerou esse sentimento, pois o outro também não é adivinho! Então: eu sinto-me triste porque parece que não fui tomada em conta na tua decisão; eu fico chateada quando gozas comigo nesta situação, pois para mim não tem piada, etc etc. 
  3. Oferecer uma solução ou uma maneira de minimizar os sentimentos e atitudes negativas: é importante para mim que tenhas noção de que é uma situação constrangedora e que me faz ficar chateada, por isso se puderes evitar estes comentários ajudava muito para não gerar estas situações; Quando fores decidir alguma coisa, fala comigo antes para sentir-me incluída e perceber melhor as razões porque queres fazer alguma coisa.
  4. Explicar o que pode acontecer se não forem tomadas as atitudes para resolver a questão, por exemplo: se não falas comigo para decidir alguma coisa, vou sentir-me cada vez mais de lado, como se não pertence-se à relação e não é assim que quero que a nossa relação evolua pois é importante sentir que faço parte das coisas que para ti são importantes; Se continuares a gozar comigo, vou ficar cada vez mais chateada e depois acabo por ter atitudes mais agressivas sem ser necessário.  
  5. Realmente não me lembro das 5 regras! Mas estas 4 para mim são fundamentais!
O que acontece muitas vezes é que partimos logo para: "tu sempre fazes isto!", "Tu magoaste-me!", Tu, tu, tu... exigindo ao outro algo que até pode nem se ter apercebido do ocorrido. E isso já é meio caminho andado para iniciar um discurso agressivo e à defensiva.

Sugestão: então, porque não avisar (naqueles dias em que estamos mais chateadas ou em baixo e toleramos menos certas coisas) como nos sentimos, para facilitar? Por exemplo - "Hoje estou um pouco chateada, por esta ou outra razão, por isso se ouvires uma resposta ou comentário chato, não ligues..." (então naqueles dias do mês em que as hormonas andam a saltitar e parece que explodimos com tudo, funciona lindamente!). Assim o outro já sabe e evitamos discussões sem razão que depois escalam a um outro nível, pois geralmente vamos guardando tudo até que se dá o Big bang emocional.

Espero que ajude a fazer muitos clicks desse lado, pois para mim ajudou imenso! E com isto não quer dizer que não se fale ou se trate de resolver situações, ou até ter discussões saudáveis, porque é natural e é bom! Mas é desnecessário gerar uma discussão ofensiva e agressiva, pois na realidade isso consome-nos tanto e cega os nossos olhos para as coisas bonitas e aquilo que nos faz mais felizes.

Beijinhos.


sábado, 20 de setembro de 2014

És feliz?

"As pessoas felizes reconhecem que nem todos são iguais, por isso têm em mente que a diferença é a qualidade do enriquecimento mútuo. As pessoas felizes sabem que cada um tem o seu estágio emocional e mental, por isso não levam muito a sério as situações de descontrole e fraqueza emocional dos outros. Colocam óculos cor-de-rosa no seu relacionamento, porque estão conscientes de que ninguém é perfeito nem um anjo caído do céu.
As pessoas felizes respeitam o ser humano com quem convivem, mas não entram no jogo negativo.
As pessoas felizes, enfim, assumem a sua grandeza, são donas de si mesmas e fixam o eixo da sua personalidade em si mesmas e não no outro."

Autor desconhecido

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Prometo não comer açúcar refinado!!



Olá!!

Bom, hoje decidi começar um desafio... Deixar de comer tudo o que tenha açúcar refinado e sei que vai custar-me imenso!!! Confeitaria... vou ter saudades!
É verdade, nas últimas semanas tenho abusado muito, pois tenho lá ido demasiadas vezes a alimentar o meu vício, mas o meu corpo já começa a notar alterações... Não no peso, pois conto com o super metabolismo do meu pai, obrigada! No entanto, sou muito sensível a outros níveis e já se começa a notar, na pele!

Há uns anos diagnosticaram-me psoríase, foi aparecendo assim, pouquinho de cada vez e na realidade não me incomoda muito, a não ser em épocas de crise em que parece que cresce e demora em passar!
A primeira crise ocorreu uns meses antes de casar. As minhas pernas, cotovelos e couro cabeludo ficaram inundados de marcas avermelhadas e escamação. Fui ao dermatologista, mas a informação que tive era que não tinha cura, passaram uns cremes, um champú especial, uns comprimidos, tudo com cortisona e as melhorias foram zero!

Um pouco desesperada, e tendo alguns conhecimentos sobre o funcionamento do corpo, fiquei logo com a pulga atrás da orelha pois isto deveria ser de algo mais profundo e não uma simples manifestação na pele. Daí consultei um bom homeopata que falou comigo sobre a alimentação, analisou o funcionamento dos meus sistemas, fez alguns questionários e explicou-me que estas alterações da pele, podem ter origem no intestino, ora ao ter uma alimentação com alimentos altamente inflamatórios - açúcares refinados, farinhas brancas e fritos acidifica o nosso sistema e gera inflamações que se manifestam em várias doenças, e a pele é uma das mais afectadas. Para além de que há estudos que relacionam a falta de omega 3 com a psoríase, e eu claro que não comia praticamente nada com este nutriente!

Então, comecei a alterar a alimentação, muito salmão, peixe, as minhas boas doses de carne, mas acompanhadas com legumes, feijões, arroz integral e leguminosas nos lanches. Para além disto, fiz uma suplementação extra em omega 3 e outros nutrientes (que agora não me lembro) e comecei com a medicação homeopática (umas gotas que se misturam com a água e se vão bebendo ao longo do dia). O certo é que num mês já notei diferenças enormes e em 3 meses não tinha nada na pele! E assim tenho continuado, passaram 4 anos sem crise.

Claro que, voltei a abusar nestas coisas que não deveria comer (principalmente bolos, bolachas, etc), ou pelo menos comer muito menos e já começo a notar que a psoríase quer atacar, por isso para bem da minha saúde e da carteira também, vamos lá voltar a comer melhor para não ter tanta acidificação e inflamação. Até porque o corpo agradece para num futuro ter uma gravidez mais saudável!

Não quero de todo com este texto dizer que é assim em todos os casos, esta foi a minha experiência e para mim correu muito bem. O importante é ficar com a pulga atrás da orelha e tentar investigar bem o que se passa com o nosso corpo de forma a que possamos ter uma maior controlo na nossa saúde e saber que há coisas que podem ter consequências negativas, mas que claro não são iguais para todas as pessoas.

Beijinhos,
Ana


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Reflexão

Há muito tempo li um texto maravilhoso, que para quem tem uma costela virada para a parte espiritual como eu, pode achar interessante!
Assim, resumidamente, porque o texto envolve vários aspectos:

O assunto é o medo, o medo que tantos obstáculos e muros gigantes gera no nosso dia-a-dia. Por assim dizer, de uma maneira simples, o medo acaba por abafar o amor.

Então como sabemos que sentimos medo? Se nos senti-mos confusos, desnorteados, feridos ou zangados. Se tivermos medo, ou estiver-mos emocionalmente descontrolados, estamos distraídos e incapazes de prestar atenção ao que está ao nosso redor. Quando temos medo, não somos capazes de ouvir e sentir pequenas mensagens de amor, pois estamos sintonizados numa emissora diferente.

Os medos podem ter vários aspectos, se calhar o mais comum é o medo ao fracasso, mas o mais importante a reter, é que aquilo que desejamos do fundo do nosso coração está completamente dentro das nossas possibilidades, do nosso potencial.

Ao encontrar a nossa paz interior, estaremos mais abertos para sintonizar o canal do amor e o amor é fundamental para a nossa humanidade.

Um texto interpretado do original de Jennifer Hoffman, ver mais aqui