Hoje em dia é tão difícil não ouvir a palavra crise, são os amigos, a família, no local de trabalho e até nas conversas de café... Sinceramente não sou nada fã dessa palavra, até porque depois de algumas peripécias e ter visto o meu horário de trabalho reduzir drasticamente, o meu lado criativo começou a funcionar muito mais. Agora, apesar de trabalhar algumas horas por semana na minha profissão, dedico as restantes aos trabalhos manuais e a sentir, sim - SENTIR.É muito fácil desligar-nos daquilo que sentimos quando estamos cheios de trabalho e com uma agenda apertada, é quase como: ligar a ficha de manhã, produzir produzir produzir o dia todo e à noite desligar a ficha para dormir umas horas. Mas desde que o meu horário ficou reduzido, conseguí parar para sentir e para ter prazer em relaxar e pensar bem naquilo em que consiste a minha felicidade. Isto parece muito fácil, ah e tal relaxar, que vida boa! Mas na realidade, estamos tão mal habituados a fazê-lo que até sentimos culpa por querer sentir um pouco de paz. E é tão bom sentir um pouco de paz, nem que sejam 5 minutinhos!
Na verdade, acho que trabalho muito mais agora, às vezes dou por mim a adormecer às tantas da madrugada para terminar uma ou outra encomenda do meu grande projecto de coração que consiste basicamente em tricotar e crochetar. Contudo, este projecto que tenho vindo a desenvolver nasce do coração e como diz o ditado, quem corre por gosto não cansa. Com este tempo "mais livre" tenho aprendido a dizer mais "não" (muito difícil para mim!), a ponderar realmente aquilo que devo ou não devo fazer ou aceitar caso isso retire o gosto e o prazer por fazer alguma coisa. Acredito afincadamente que se tivermos escolha de fazer aquilo que realmente amamos, então estamos no bom caminho para estar em paz interior
Portanto, a palavra crise (um pouco negativa de por si, pelo menos é assim como a sentimos na sua maioria), não foi bem crise para mim, mas um abanão para acordar e organizar a minha vida.
Claro que, temos apenas o suficiente para pagar as contas e manter com alguma qualidade os nossos filhotes patudos. Não temos luxos, mas não descuramos uma boa alimentação. E já não me lembro a última vez que comprei uma peça de roupa por mimo e não por necessidade. Mas também, tenho-me sentido tão bem emocionalmente que a vontade de ir às compras tem sido nula!
Tudo isto para dizer, que apesar de querermos ter um filho, temos um orçamento apertado e por isso, poderão acompanhar aqui as minhas ginásticas financeiras desafiando as leis da física e da gestão!
Sou assumidamente uma futura mamã com um orçamento apertadinho, mas com muita vontade de fazer tudo funcionar!

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